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SONETO AO LUAR
No clarão do luar, fulgor crescente
Detém-se em meu olhar, inesquecível,
Ele que encanta o coração da gente,
Ternura que seduz, imperecível.
Me fala do seu mundo
tão distante
E das horas de amor que consolou,
Uma paixão atroz, alucinante,
Velando a ternura que restou.
A sua luz se espalha
em negro manto,
Prata que ameniza um triste pranto
Eterna maravilha em negro céu...
Mergulho em seu clarão a fantasia,
E guardo n’alma a sua nostalgia,
Envolta na beleza do seu véu.
Maceió, 20/09/2009

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