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AMANHECER
Tudo
é silêncio. Dorme a madrugada,
Vem devagar o dia clareando,
Ainda há no céu, avermelhada,
A luz que, aos poucos, vai se apagando.
Lá longe, no infinito rompe a aurora,
Trazendo brilho ao instante derradeiro.
A vida refloresce em boa hora,
À luz do sol dourado, sobranceiro.
Levanta, meu amor, raiou o dia,
O sol clareia, pleno de alegria.
Embalado por flauta e por clarim.
O rouxinol gorjeia, alvissareiro,
E eu imagino: pelo mundo inteiro,
Quantos queriam um despertar assim!
Maceió, 03/11/2009
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