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A CLAUSURA
Recolhida na cela da clausura,
Soror quis esquecer o seu passado,
E pra se castigar, com amargura,
Sorveu o fel rascante do pecado.
Assim, contrita em sua solidão,
Tentou esquecer o amor antigo,
Aquele que alentou seu coração,
Que a santa acreditou ter esquecido.
Su’alma pela dor empedernida,
Imersa na saudade tão doída,
Mãos cruzadas no peito, como em cruz,
Soror rezou contrita, uma oração,
E esperando do Céu a salvação,
Vestiu o santo manto de Jesus.
Maceió, 30/12/2006
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